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“Quando a esmola é demais o santo desconfia!”. Ditado popular que define bem o primeiro contato de um golpista com sua vítima. Produto mais barato do mercado, promessa de empréstimo fácil, sem análise de crédito, taxa de juros abaixo do mercado, prestação de fácil acesso e entrada mais acessível do mercado. Essas promessas soam como música para os ouvidos de quem está em situação financeira complicada, principalmente nesse período de pandemia.

Com a facilidade de acesso à internet e a divulgação do Whatsapp como meio de trabalho, pessoas estão utilizando dessas ferramentas tão importantes para dar golpe na população. Os golpes podem se dar desde a venda de produtos, até concessão de empréstimos.

É importante que o cidadão se atenha a sinais e também faça uma busca muito minuciosa acerca da empresa antes de repassar qualquer informação pessoal ou fazer qualquer tipo de pagamento.

Se o objeto de aquisição é um produto durável ou não durável, primeiramente certifique-se de que a empresa está devidamente estabelecida no mercado, registrada nos órgãos competentes, em especial a Receita Federal, bem como quais as suas qualificações dadas por outros compradores em seu site e em sites como Reclame Aqui. Se a compra é feita pela internet, certifique-se de estar no site oficial da empresa, ou se por meio de site de buscas, utilize sempre os sites de maior confiança. Sempre duvide de preços ofertados que estão muito abaixo do valor real do produto.

Se feita por Whatsapp, exija do representante da empresa toda documentação necessária sobre a empresa e sobre o produto. Exija que se comprove tratar de um verdadeiro representante da empresa.

Para os casos de concessão de empréstimos ou aquisição de consórcios, a primeira coisa a se fazer é pesquisar se as empresas estão devidamente cadastradas junto ao Banco Central do Brasil e junto à Associação Brasileira de Administradores de Consórcios. Certifique-se também sobre reclamações existentes contra a empresa.

Quanto à oferta, fique atento aos seguintes sinais: exigência imediata de documentos pessoais, inclusive com “selfie”, pagamento de taxas iniciais através boletos com indicação imprecisa do credor, pedido de entrada para concessão de financiamento ou consórcio, erros exagerados de português nas mensagens enviadas pelo representante, condições de pagamento e taxa de juros muito abaixo das praticadas no mercado e material publicitário mal confeccionado ou de qualidade de informação duvidosa.

Os sinais indicam que aquela operação tem caráter duvidoso e o problema de ser enganado é que posteriormente a probabilidade de se recuperar o dinheiro investido na aquisição desse produto ou servido vai ser praticamente zero. As pessoas que dão esse golpe normalmente sabem o que fazem e sabem como sumir sem deixar rastros. Um inquérito policial sobre o fato pode demorar anos e até ser inconclusivo, o que afasta mais ainda a possibilidade de recuperação do crédito.

Por isso, nossa dica é nunca fazer um negócio que se apresenta em um momento inicial extremamente vantajoso se comparado à real situação do mercado, pois esse é um indicativo forte do golpe. Sempre que possível, recorra a um advogado de sua confiança para que ele lhe auxilie na questão para evitar que vire um verdadeiro problema.

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